Novas lições da Revolução Russa (2)

Francisco Martins Rodrigues

(Elementos para uma plataforma comunista)

Segunda  parte

A burocracia

17. Quando a corrente ML acabou por reconhecer que o poder soviético já no tempo de Staline estava corroído e desfigurado pela burocracia foi chocar, j embora não o quisesse admitir, com as teses de Trotski sobre o ‘Estado operário burocraticamente degenerado’, sobre o ‘Termidor’ em que se afundara a revolução e sobre Staline como um Bonaparte reinando acima das classes.

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Novas lições da Revolução Russa (1)

Francisco Martins Rodrigues

Novas lições da Revolução Russa

(Elementos para uma plataforma comunista)

Primeira parte

 

Sair da corrente ML

1. O que nos falta para constituirmos uma corrente comunista internacional? Falta-nos fazer o enterro teórico do chamado “movimento ML”. Evidentemente. não temos que renegar a deslocação à esquerda que representou a luta anti- revisionista dos anos 60. Mas temos que pôr em causa o espírito de compromisso que presidiu a essa luta e a impediu de dar frutos. Continuar a ler

Notas para a elaboração do programa

Francisco Martins Rodrigues

1 — No Manifesto aprovado na nossa Assembleia constitutiva de Maio de 1985, declarámos que a etapa da revolução em Portugal é socialista Estava então claro para nós que o poder burguês e o desenvolvimento do capitalismo tinham levado Portugal à fronteira da revolução proletária.

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Intervenção a 8 de Dezembro de 1984

Francisco Martins Rodrigues

O nosso encontro não é um jantar de despedida de arrependidos da esquerda. Não viemos aqui fazer um saldo das nossas convicções revolucionarias. Não temos nada a ver com os grupos que anterior­mente abandonaram o PC(R) e que hoje se pavoneiam no Expresso e no Clube da Esquerda Liberal, â procura de tachos. Estamos no cam­po oposto a essa gente. Por isso mesmo, não estamos interessados em ir lavar roupa suja para a imprensa burguesa. Encaramos a nossa saída do PC(R) como um passo em frente na nossa vida de militantes comunistas, para responder melhor às exigências que coloca a revo­lução em Portugal.

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Restauração capitalista na China [i]

Não foi possível encontrar publicado este texto nem conseguimos datá-lo, e por isso pensamos ser inédito. Muito provavelmente, terá sido retido por FMR para posteriores melhoramentos. Parece ser aliás uma versão primitiva depois desdobrada em dois artigos publicados na Política Operária nº 103 de Jan-Fev de 2006: “A revolução chinesa nunca existou?”, assinado por FMR, e “A ‘restauração capitalista’ na China’, condensação por FMR do artigo de Yiching Wu na Montly Review.

Francisco Martins Rodrigues

Um novo volume sobre Mao, cheio de “revelações” apimentadas, está a vender-se como pãezinhos quentes (1). Para se fazer passar por obra séria, promete a “resposta definitiva para os enigmas da revolução chinesa”, desde as tragédias da Revolução Cultural aos mistérios do ódio de Mao a Liu Shao-chi. A mensagem final não corre o risco de surpreender ninguém: Mao não era bem igual a Hitler mas não lhe ficava longe; a revolução, eis a verdadeira origem de todas as desgraças e todos os crimes; “o comunismo nunca deu nem nunca dará certo em lado algum”.

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