O terror na URSS: um caso de puritanismo antiburocrático?

 

Francisco Martins Rodrigues

Origins of the Great Pur­ges. The Soviet Commu­nist Party Reconsidered, 1933-1938, J. Arch Getty. Cambridge University Press, Cambridge, 1985. Atendo-se aos documen­tos e rejeitando a prática mui­to difundida dos testemu­nhos em segunda e terceira mão, quando não de boatos e histórias inverificáveis, o autor tenta desvendar a vida interna do partido soviético no período que conduziu à onda de julgamentos e execu­ções sumárias de 1936-39. A sua conclusão é que carece de base a versão corrente de que o terror seria o culminar de um plano maquiavélico traçado por Staline para liquidar os velhos bolcheviques e pôr termo à revolução, usando como pretexto a morte de Kirov (ela mesma atribuída a Staline).

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O Congresso está ganho. O pior agora é explicar a “perestroika”

Francisco Martins Rodrigues

Os dirigentes do PCP devem estar satisfeitos: o XIII congresso do partido, há dias terminado em Loures, cumpriu os objectivos tra­çados.

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Idealização da revolução russa atrasa o avanço do comunismo

Francisco Martins Rodrigues

No seu artigo (P.0.76 e 78), Manuel Raposo procura demonstrar que a Revolução Russa poderia ter chegado ao socialismo e marcou com fortes traços de socialismo a URSS enquanto esta existiu.

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Dislates sobre a Revolução Russa

FranciscoMartins Rodrigues

Arnaldo Matos expôs, numa palestra no Hotel Roma, em Março, as conclusões do seu estudo sobre o fracasso da União Soviética. Em seu entender, a construção do socialismo na URSS falhou por não ter sido dada a atenção devida aos últimos escritos de Lenine, nomeadamente quanto à NEP. O mais certo é o ideólogo do MRPP ignorar que está assim a retomar as posições defendidas por Bukarine, violentamente atacadas na época por Staline e há alguns anos reabilitadas por certos meios social-democratas. Teremos agora Arnaldo transformado em anti-stalinista involuntário?

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A revolução que não pôde ser socialista

Francisco Martins Rodrigues

 Há os que amaldiçoam a revolução russa como “totalitária”, há os que a ideaíizam como a aurora do socialismo é mais que tempo de uma visão realista da sua grandeza e dos seus limites históricos.

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