O 1o Congresso do Partido

João Braz*

Aparentemente, o 1º Congresso do PCP fora um êxito. O partido foi reunificado, elegeu um Comité Central, aprovou resoluções políticas. “O Con­gresso decorreu às mil maravilhas e provocou forte impressão em todos os assistentes”, escrevia para Moscovo, para o Comité Executivo da Internacional, Humbert-Droz, enviado a Portugal para orientar os trabalhos. O partido, contudo, foi de mal a pior. Que valor teve afinal o 1º Congresso na vida do jovem PCP? É tempo de procurarmos a resposta que os revisionistas escondem. Continuar a ler

O 18 de Janeiro de 1934 foi anarquista?

Francisco Martins Rodrigues

O silêncio embaraçado que os dirigentes revisio­nistas mantêm em torno do 18 de Janeiro (como de toda a história do PCP) tem dado espaço a uma campanha anarquista de recuperação dessa jor­nada, campanha que se impõe desmistificar.

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Novas lições da Revolução Russa (3)

Francisco Martins Rodrigues

(Elementos para uma plataforma comunista)

Terceira  parte

Staline

38. Andámos a defender Staline como o líder do proletariado mundial, não pode­mos agora escondê-lo debaixo do tapete. A desculpa de que Staline se limitou a ser o intérprete de determinadas condicões históricas é uma escapatória tão anti-marxista como a dos que atribuem o sentido da história ao livre arbítrio de indivíduos. É uma espécie de ‘culto da antipersonalidade’.

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Novas lições da Revolução Russa (2)

Francisco Martins Rodrigues

(Elementos para uma plataforma comunista)

Segunda  parte

A burocracia

17. Quando a corrente ML acabou por reconhecer que o poder soviético já no tempo de Staline estava corroído e desfigurado pela burocracia foi chocar, j embora não o quisesse admitir, com as teses de Trotski sobre o ‘Estado operário burocraticamente degenerado’, sobre o ‘Termidor’ em que se afundara a revolução e sobre Staline como um Bonaparte reinando acima das classes.

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Novas lições da Revolução Russa (1)

Francisco Martins Rodrigues

Novas lições da Revolução Russa

(Elementos para uma plataforma comunista)

Primeira parte

 

Sair da corrente ML

1. O que nos falta para constituirmos uma corrente comunista internacional? Falta-nos fazer o enterro teórico do chamado “movimento ML”. Evidentemente. não temos que renegar a deslocação à esquerda que representou a luta anti- revisionista dos anos 60. Mas temos que pôr em causa o espírito de compromisso que presidiu a essa luta e a impediu de dar frutos. Continuar a ler

Informe à 4ª Assembleia da OCPO

Francisco Martins Rodrigues

Camaradas:

Devido às nossas conhecidas dificuldades, esta 4.ª Assembleia da OCPO realiza-se com alguns meses de atraso sobre a data prevista. Todos tèm decerto presentes as cir­cunstâncias em que reunimos as assembleias anteriores: na assembleia constitutiva, em Março 85, estávamos prepara­dos para uma actividade intensa em todas as frentes, de acordo com as perspectivas abertas pela ruptura com o PC(R): em Julho 86, na 2.a Assembleia, fizemos uma tenta­tiva ambiciosa para romper com os obstáculos e vacilações que se começavam a adensar, através duma ampliação “a todo o vapor” (projecto “Tribuna Operária”); mas na 3.ª Assembleia, em Outubro 87, fomos forçados a reconhecer que não aguentávamos a passada e fizemos um recuo geral para poder manter a revista e salvar a empresa.

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