1917: O “golpe dos bolcheviques”

Francisco Martins Rodrigues

Quase um século mais tarde, a burguesia continua obcecada com a grande revolução, em busca de explicações para o facto aterrador de o proletariado poder apossar-se do poder de Estado, declarar abolida a “ordem natural das coisas” e expropriar as “pessoas de bem”.

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Idealização da revolução russa atrasa o avanço do comunismo

Francisco Martins Rodrigues

No seu artigo (P.0.76 e 78), Manuel Raposo procura demonstrar que a Revolução Russa poderia ter chegado ao socialismo e marcou com fortes traços de socialismo a URSS enquanto esta existiu.

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Democracia filofascista

Francisco Martins Rodrigues

Conotado habitualmente na área do “comunismo”, Varela Go­mes distingue-se radicalmente do PCP pelo radicalismo das suas apreciações sobre o período re­volucionário e a restauração bur­guesa. Neste seu livro (Esta democracia filofascista, João Varela Gomes. Ed. do au­tor. Distr. Terramar, Lisboa, 1999), ele diz, sem circunlóquios diplo­máticos, que o 25 de Novembro pôs fim à “Gloriosa Revolução” do 25 de Abril e deu início a uma democracia “filofascista”, ou seja, “tendencialmente fascista”, o que, aliás, considera apanágio de toda a democracia burguesa.

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URSS: ventos de mudança

Francisco Martins Rodrigues

VENTOS DE MUDANÇA sopram do Leste neste 70.° aniversário da revolução russa. Para os que se ha­bituaram a ver a União Soviética como um colosso estagnado, custa admitir que Moscovo se tenha tornado nestes dias uma das capitais europeias onde é mais aceso o debate político e cultural.

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Histórias do fascismo e do antifascismo

Francisco Martins Rodrigues

Convidado a participar em dois debates por oca­sião do 25 de Abril (o primeiro no Centro de Artes e Ofícios de Odivelas e o segundo no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas), o director da P. O. evo­cou aí aspectos da luta contra o fascismo. Apresenta­mos aqui, com ligeiras adaptações, o texto dessas in­tervenções.

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Que Partido?

Francisco Martins Rodrigues

Muito se falou, nos anos da luta contra o revisionismo, da criação de um “partido de tipo novo”, “bolchevique”, “leninista”. Porém, aquilo que. na realidade, o movimento marxista-leninista conseguiu gerar foram partidos sem dú­vida mais radicalizados mas moldados no mesmo unanimismo dogmático dos anteriores. Continuar a ler