História da PIDE

Política Operária nº 112, Nov-Dez 2007

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Álvaro Cunhal: O prisioneiro (1949-1960)

Álvaro Cunhal, vol. III: O prisioneiro (1949-1960), J. Pacheco Pereira. Temas & Debates, Lisboa, 2005,748 pp. Leitura obrigatória para quem queira conhecer a história do PCP, o trabalho de Pacheco Pereira reú­ne neste 3o volume uma docu­mentação exaustiva sobre o perío­do de 1949 a I960, entre a prisão de Cunhal e a sua fuga do forte de Peniche.

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O “fenó­meno esquerdista”

Francisco Martins Rodrigues

Esquerdalhos, renegados e outros bandalhos. J. Varela Gomes. ed. do Autor, Lisboa, 2003.

Varela Gomes insurge-se contra a baixeza dos antigos “esquerdistas” que rapidamente se converteram à nova ordem e se puseram à procura de bons tachos. Se o seu opúsculo fosse só isto, seria divertido e instru­tivo (é conhecida a riqueza informa­tiva dos ficheiros de VG). O problema é que ele pretende transformar esta denúncia num “ensaio de interpre­tação e desmistificação do fenómeno esquerdista”, num “julgamento ético/político dos esquerdistas portu­gueses”, e neste verdadeiro ajuste de contas manifesta uma estreiteza de vistas nada marxista.

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Anti­fascismo intuitivo

Francisco Martins Rodrigues

Militante e dirigente do Partido Comunista ao longo de dezenas de anos, durante os quais conheceu as prisões da P1DE, a clandestini­dade e o exílio, Alexandre Castanheira dá testemunho da sua vida  neste livro (Outrar-se, ou a longa invenção de mim, Alexandre Castanhcira. Campo das Letras, Porto, 2003).

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Homenagem à Catalunha

Francisco Martins Rodrigues

 “Para quem acabava de che­gar de Inglaterra, o aspecto de Barcelona constituía algo de surpreendente e avassalador. Era a primeira vez que me encontrava numa cidade em que a classe trabalhadora estava no poder. Prati­camente todos os edifícios de ta­manho apreciável tinham sido tomados pelos trabalhadores e estavam envoltos em bandeiras vermelhas ou ostentavam a bandeira encarnada e negra dos anar­quistas; em todas as paredes se viam pintadas a foice e o martelo e as iniciais dos partidos revolu­cionários; quase todas as igrejas tinham sido esventradas e as suas imagens queimadas; ninguém dizia ‘senhor’, todos se tratavam por ‘camarada’ e por ‘tu’; a gorjeta fora proibida por lei.

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Brumas do fascismo

Francisco Martins Rodrigues

Verdadeiramente colossal a vastidão dos temas que João Bernardo ataca no seu mais recente trabalho, Labirintos do fascismo[i], cuja apresentação teve lugar em Dezembro, na Associação Abril em Maio. Apoiado num levantamento riquíssimo das lutas sociais na primeira metade do século xx europeu, o livro abre pistas inesperadas sobre a questão do fascismo. Continuar a ler