Cartas a EL – 5

Francisco Martins Rodrigues

Carta a EL – 5

4/1/2001

Caro Camarada:

Agradeço e retribuo os teus votos de Ano Novo. Escrevo-te para Paris pois suponho que nesta altura já regressaste. O caso é que no banco levantaram dificuldades por o cheque que passaste já ser antigo, o que implicava uma “multa” de 1.000$00. Por isso desisti e devolvo-te aqui o cheque. Podes fazer uma transferência para a conta da P.O. que é:

(…)

Mais barato ainda será um vale de correio internacional. Faz como achares melhor e não te preocupes, pois eu sei que não deixas de pagar. Um abraço e mais uma vez Bom Ano.

 

Cartas a EL – 4

Francisco Martins Rodrigues

Carta a EL – 4

2/2/1996

Caro Amigo:

Agradecemos os votos para o novo ano, assim como o texto sobre as greves em França, que nos pareceu esclarecedor. Embora não podendo publicá-lo na íntegra, fizemos uma condensação que vem no próximo n° da P.O., a sair dentro de uma semana. Sempre que puder mandar-nos recortes da imprensa ou outros materiais interessantes da esquerda, será uma boa ajuda para a nossa revista. Esperamos que esta continue a agradar-lhe e continuamos abertos às críticas esugestões que a sua leitura lhe suscite.

Com as nossas saudações

 

Cartas a EL – 3

Francisco Martins Rodrigues

Carta a EL – 3

9/12/1992

Caro Amigo:

Deve estar a receber por estes dias a P.O. nº 37, onde publicámos a carta que nos enviou. Como bem calcula, não concordo com os seus argumentos, que me parece estarem a ser respondidos nos artigos que venho publicando sobre a revolução russa. A série vai continuar e talvez o conjunto dos artigos lhe permita entender melhor a nossa posição.

Resumidamente: concordo consigo em que o capitalismo de Estado se instalou na Rússia ainda em vida de Lenine e que Lenine estava enganado quando defendia que era uma solução segura para lançar as bases do socialismo. Mas não concordo consigo quando me diz que a revolução russa poderia ter tido êxito sem a acção do Partido Bolchevique; nem acredito que alguma revolução anticapitalista no futuro possa ter êxito sem uma acção centralizadora promovida por um partido revolucionário, o que não significa que se tenha que repetir a experiência negativa da URSS. A revolução russa estava condenada porque o desenvolvimento económico do país era escasso e a maioria camponesa não queria socialismo nenhum, queria era capitalismo. Parece-me grande ingenuidade acreditar-se que num mundo onde o poder burguês é detido por partidos políticos, os trabalhadores possam impor a sua lei sem se apoiarem num partido revolucionário. Mas, enfim, o debate sobre estes temas não tem fim. Só quando novas revoluções vitoriosas mostrarem o caminho para a liquidação da burguesia se resolverão as actuais divergências entre comunistas e libertários.

Esperamos que, apesar de tudo, a nossa revista continue a despertar-lhe interesse e estamos abertos a registar as suas críticas e sugestões. Aceite as nossas saudações.

 

 

Cartas a EL – 2

Francisco Martins Rodrigues

Carta a EL – 2

31/8/1992

Caro Camarada:

Recebemos o seu vale na importância de 2.500$00. Como a sua assinatura é válida até ao nº 41, entendemos que se trata de mais um apoio e como tal o registaremos na próxima P.O. Desde já os nossos agradecimentos pela boa vontade.

Tentaremos a partir do próximo nº, a sair em começos de Outubro, alargar um pouco a diversidade e informação da nossa revista, aumentando o nº de páginas. Ficamos a aguardar quaisquer críticas ou sugestões que nos queira fazer.

Saudações cordiais.

 

Cartas a EL – 1

Francisco Martins Rodrigues

Carta a EL – 1

11/12/1991

Caro Camarada:

Recebemos o seu vale na importância de 2500$00, aproximadamente, mas como a sua assi- natura da “P. O.” é válida até ao nº 41, ou seja, por quase dois anos mais, decidimos registar essa importância como um apeio a revista. Vem registada no nº 32, que deve receber dentro de dias. Esperamos que esteja de acordo e desde já agradecemos a sua ajuda à continuidade da nossa revista, que se debate sempre com dificuldades económicas.

Agradecemos e apreciámos as cartas de Marx sobre a questão do partido, tal como ele o entendia. Era de facto muito diferente do que se tornou “lei” mais tarde. Se possível, utilizaremos estas cartas para um comentário sobre o assunto, no nosso próximo número. Aceite as nossas saudações  

Cartas a CF – 4

Francisco Martins Rodrigues

Carta a CF – 4

20/12/1990

Caro Camarada

Respondo à sua carta de 16 de Outubro. Não o fiz antes porque estava em falta quanto à promessa de lhe mandar cópias de “Avantes” pare a sua colecção. Posso agora informá-lo de que segue por correio separado uma primeira encomenda com fotocópias, algumas de leitura difícil mas foi já assim que  me chegaram à mão. Dentro de uma semana ou duas irá outra encomenda. Quanto a despesas de remessa não se preocupe. Vou-lhe mandar a minha lista de faltas e agradecerei que você me retribua…

Quanto a eu escrever sobre as minhas vidas passadas, não é a primeira pessoa a insistir comigo mas ainda não arranjei disposição mental para isso. Desconfio que será só quando estiver todo tolhido pelo reumático (o que se calhar já não faltará muito). 

Ainda não me chegou às mãos nenhum dos livros de que fala na sua carta (Valtin e Campesino). Terei muito interesse em conhecê-los.

Com as minhas saudações

Carta a CF – 3

Francisco Martins Rodrigues

Cartasa CF – 3

14/6/1989

Caro Amigo:

Obrigado pela sua boa carta. Creio que não tem dúvida de que a minha proposta para uma eventual colaboração sua na P.O. não teve outro objectivo do que animar o debate entre revolucionários, para tentarmos sair do impasse a que chegámos (não no terreno da acção de mascas mas no terreno dos programas politicos). Nós na P.O., pelo facto de nos considerarmos marxistas-leninistas, não pretendemos ter respostas feitas para a crise actual. Sabemos sim algumas perguntas a que é necessário encontrar resposta. Já ê alguma coisa…

No que se refere aos movimentos nos países de Leste, sou mais pessimista do que V. Acho que se enquadram num renascimento da democracia burguesa. Pode ser que daqui a uns anos dêem um salto e redescubram a luta pelo socialismo mas, para já…

Após receber a sua carta verifiquei que, por lapso, a encomenda com as revistas já tinha sido enviada para a sua morada. Recebeu-a? Aceite as minhas saudações