O pregador

Em Marcha, 7 Agosto 1980

 

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O 1o Congresso do Partido

João Braz*

Aparentemente, o 1º Congresso do PCP fora um êxito. O partido foi reunificado, elegeu um Comité Central, aprovou resoluções políticas. “O Con­gresso decorreu às mil maravilhas e provocou forte impressão em todos os assistentes”, escrevia para Moscovo, para o Comité Executivo da Internacional, Humbert-Droz, enviado a Portugal para orientar os trabalhos. O partido, contudo, foi de mal a pior. Que valor teve afinal o 1º Congresso na vida do jovem PCP? É tempo de procurarmos a resposta que os revisionistas escondem. Continuar a ler

Notas para a elaboração do programa

Francisco Martins Rodrigues

1 — No Manifesto aprovado na nossa Assembleia constitutiva de Maio de 1985, declarámos que a etapa da revolução em Portugal é socialista Estava então claro para nós que o poder burguês e o desenvolvimento do capitalismo tinham levado Portugal à fronteira da revolução proletária.

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Intervenção a 8 de Dezembro de 1984

Francisco Martins Rodrigues

O nosso encontro não é um jantar de despedida de arrependidos da esquerda. Não viemos aqui fazer um saldo das nossas convicções revolucionarias. Não temos nada a ver com os grupos que anterior­mente abandonaram o PC(R) e que hoje se pavoneiam no Expresso e no Clube da Esquerda Liberal, â procura de tachos. Estamos no cam­po oposto a essa gente. Por isso mesmo, não estamos interessados em ir lavar roupa suja para a imprensa burguesa. Encaramos a nossa saída do PC(R) como um passo em frente na nossa vida de militantes comunistas, para responder melhor às exigências que coloca a revo­lução em Portugal.

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