No interesse da nação

Francisco Martins Rodrigues

TRATA-SE da intervenção de Cunhal no colóquio realizado em Janeiro na Faculdade de Direito de Lisboa que foi publicada sob o título “Desenvolver Portu­gal Ano 2000″, Edição JCP, 1987. Falando para futuros gestores e advo­gados, Cunhal procurou demonstrar que a política do PCP não se cinge às reivindi­cações dos trabalhadores, como crêem certos espíritos mal informados, mas serve os interesses nacionais gerais, ou seja, que também interessa a uma boa parte da burguesia.

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“Votar à esquerda”, qual esquerda?

Francisco Martins Rodrigues

Para os que continuam a considerar-se de esquerda, o desafio é claro: impedir um novo governo PSD ou PSD/ CDS e manifestar a sua desconfiança no PS e no PRD, votando numa das candidaturas “de esquerda”— CDU, UDP ou PSR. Mas será que existe esquerda hoje em Portugal? Os comentários que se seguem pretendem explicar porque não tem “P. O. ” uma opção de voto e proporcionar motivos de reflexão que ajudem a construir uma verdadeira corrente de esquerda. Sem a qual os destinos da política nacional continuarão a ser jogados entre a direita e a social-democracia.

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Um guerrilheiro em apuros

Francisco Martins Rodrigues

SE QUEREM divertir-se a valer, leiam as aventuras e desventuras deste infeliz chefe da segurança do PS. vítima da sua dedicação às instituições (O Processo das Armas, Edmundo Pedro, Editorial Inquérito, 1987).

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Pregação no deserto

Francisco Martins Rodrigues

AFRIQUE-ASIE. Destaque no n.° 394 (23 Fevereiro a 8 Março) para uma entrevista com Samir Amin que expõe a tese da sua última obra, La Déconnexion, a “descone­xão”, termo algo arrevezado com que designa a sua pro­posta de uma nova estratégia para os países do Terceiro Mundo.

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